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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Informação segura é fundamental para inovar


Conhecer números, pesquisas e a atuação de outras empresas são pontos essenciais para um caminho rumo ao sucesso na inovação

Inovação é a palavra do momento no universo corporativo. A recém-publicada sondagem da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) mostrou que 71,4% das grandes empresas brasileiras investiram em inovação tecnológica no primeiro semestre deste ano. Um estudo recente com 83 empresas de TI de Minas Gerais aponta que 58% do crescimento das empresas deve-se diretamente ao investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). A busca por conceber e desenvolver processos e produtos que gerem resultados mais eficientes para as empresas – e não necessariamente para o mercado – está em alta no Brasil. E cada vez mais se percebe que essa busca por inovação passa pelo acesso rápido e direto à informação de qualidade que gere resultados relevantes.

Uma pesquisa publicada em 2009 pela BCG - Senior Executive Survey, aponta que a aversão ao risco e os longos períodos de desenvolvimento são os maiores obstáculos ao retorno sobre o investimento feito em inovação. Obstáculos estes que estão diretamente relacionados à obtenção de dados confiáveis para tomada de decisões claras, rápidas e precisas. Em 2008 o IDC perguntou à pesquisadores de empresas norte-americanas quanto tempo gastavam nas buscas e nas análises dos dados para suas investigações. E não se surpreenderam ao perceber que mais tempo se gasta nas empresas na procura pela informação do que na sua organização, compilação, análise e aproveitamento, etapas essenciais para quem busca inovar.

Para melhorar processos e resultados em P&D faz- se necessário conhecer o mercado, saber o que outros especialistas estão fazendo, desenvolver melhores práticas e manter-se atualizado com as ferramentas e tecnologias disponíveis. Ferramentas que podem aperfeiçoar e acelerar o trabalho braçal dos pesquisadores, abrindo espaço para análises e discussões mais aprofundadas e assertivas que fundamentam decisões inovadoras.

As grandes empresas têm investido pesado em inovação em P&D, especialmente em novas tecnologias por perceberem que este “custo” interfere diretamente no resultado da produção. Uma pesquisa independente da Martin Akel & Associates feita com o mercado corporativo global comparou a produtividade em P&D entre pesquisas feitas a partir de ferramentas online gratuitas e ferramentas de buscas científicas pagas e especializadas. Chegou a algumas conclusões:

1 – Diante de uma pressão cada vez maior por resultados rápidos e precisos, pesquisadores afirmam que a busca eletrônica, mais do que necessária, está profundamente ligada à essência do processo de P&D.

2 – Pesquisas gratuitas na web mostram-se eficientes em buscas simples, mas são apontadas como não eficazes quando se trata de pesquisas mais complexas que necessitam de dados experimentais e resultados advindos de outros pesquisadores.

3 – Como uma ferramenta de pesquisa para recuperação de informação técnica/científica, ferramentas pagas de pesquisa mostraram-se 325% mais produtivas. Cerca de 62% dos pesquisadores acreditam que a busca feita nessas ferramentas vai trazer resultados mais confiáveis que terão impacto significativo em seu trabalho.

Segundo a Pesquisa de Inovação Tecnológica, a Pintec, realizada pelo IBGE para geração de indicadores das atividades de inovação nas empresas brasileiras, os gastos das nossas empresas com inovação em P&D estão em segundo lugar - com 22% dos investimentos -, só perdendo para os gastos incorporados em máquinas e equipamentos, que é da ordem de 50%.

Esses números mostram que a nossa indústria, apesar de ainda praticar uma cultura de substituições de importações, investindo fortemente em maquinário, já percebe que para inovar de verdade em P&D o gasto com tecnologia deve ser acompanhado por investimentos internos com pessoal, treinamento e ferramentas que possam tornar possíveis a adaptação da tecnologia estrangeira às necessidades e tendências da demanda local. Bem embasados e seguros, os nossos pesquisadores poderão deixar a sua criatividade, tipicamente nacional, livre para alcançar bons resultados no desenvolvimento de processos e produtos inovadores.

Humberto Bastos (Gerente regional da Editora Elsevier para o mercado corporativo na América Latina. Bastos tem vasta experiência no mercado editorial de literatura científica tendo atuado junto a várias empresas no continente, auxiliando na melhoria de seus departamentos de P&D através de diferentes ferramentas de pesquisas. Para saber mais sobre os estudos citados acesse:www.americalatina.elsevier.com/corporate)

HSM Online
14/07/2010

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