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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA

A economia americana encontra-se em recessão desde dezembro de 2007, segundo o Nber (Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, na sigla em inglês). Em mais de um ano de crise, a economia americana recebeu um pacote de US$ 700 bilhões no ano passado e a atual administração, do presidente Barack Obama, já conseguiu aprovação dos deputados em Washington para mais um, de US$ 819 bilhões. A situação em que o país se encontra, com queda do PIB (Produto Interno Bruto) e números do mercado de trabalho típicos de períodos de recessão, tem suas raízes no mercado imobiliário norte-americano.
Em março de 2001, o Nber avaliou que a economia americana havia entrado em recessão, na esteira do estouro da bolha das empresas "pontocom". O Federal Reserve (Fed, o BC americano) iniciou uma sequência de cortes de juros que levou a taxa a 1% ao ano em junho de 2003 (e na qual permaneceu até junho de 2004). Com juros baixos, a economia recebeu o impulso que precisava para sair da recessão. Um ano de juros baixos foi o suficiente para estimular o mercado imobiliário americano, além de elevar o consumo e a circulação de crédito de modo geral. Em 2005, o "boom" no mercado imobiliário já estava avançado.
Com juros baixos, as companhias hipotecárias passaram a explorar o segmento de clientes "subprime" --que contém um risco maior que o de clientes com classificação melhor de crédito, mas compensado por taxas de retorno mais altas.
Os papéis de dívidas hipotecárias atraíram gestores de fundos e bancos. Essas instituições compraram esses títulos hipotecários "subprime" e permitiram que uma nova quantia em dinheiro fosse emprestada, antes mesmo do primeiro empréstimo ser pago. Um outro gestor, interessado no alto retorno envolvido com esse tipo de papel, comprou o título adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerou uma cadeia de venda de títulos.

(Folha On Line)

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